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O festival Cidade Criativa, Cidade Feliz na visão de um empreendedor – Semana #3

por Marcos David – sócio fundador da startup Maya

Mais uma semana finalizada e tenho tido vários insights que quero compartilhar. Tenho me dedicado ultimamente a entender como funcionam as redes sociais, no sentido mais amplo do termo, sem o intermédio de uma plataforma web como facebook e linkedin entre outras. Estas plataformas só dinamizam, organizam e transferem de forma muito efetiva, para o mundo virtual, algo que acontece no mundo real. Nessa empreitada em entender as redes, encontrei o livro “O Poder Das Conexões” de Nicholas Christakis e James Fowler. Excelente, recomendo muito pra quem gosta de conhecer coisas novas. No livro os autores explicam como nossa rede de contatos influencia nossas vidas. Ou seja, como o comportamento da sociedade molda o seu comportamento. Os autores dão um exemplo muito interessante que diz o seguinte: se dentro da sua rede de amigos e parentes, próximos ou distantes, as pessoas começarem a ganhar peso, inconscientemente você também ganhará peso por influência deles. Parece loucura, mas inconscientemente você entende que o limite aceitável de peso que seu grupo tolera aumentou, e você pode engordar, sem medo de ser rejeitado. Da próxima vez que você ganhar uns quilinhos a mais, culpe seu cunhado chato ou seu vizinho metido sem dor na consciência. Segundo os reconhecidos e premiados autores, provavelmente a culpa é deles mesmo.
Porque estou falando sobre isso!? Imagine morar em uma cidade onde o incentivo à cultura, inovação, criatividade ocorre frequentemente, com uma série de atividades promovidas por um monte de gente que faz parte da sua rede de contatos, e misture com o exemplo acima… Se não conseguiu imaginar, venha visitar Santa Rita do Sapucaí. Mas venha rápido, porque estamos indo para penúltima semana do festival Cidade Criativa, Cidade Feliz.

Agora, se conseguiu, deve ter percebido que todas essas ações que estão acontecendo durante o festival CCCF, mesmo que você não esteja participando de nada, vão influenciar sua vida de alguma maneira – segundo as pesquisas do Christakis e Fowler que citei acima.

Falar de rede de contatos é algo que gosto muito. E nesta semana pude colocar à prova toda a teoria no evento que realizei junto com meus amigos, e com apoio do sebrae e das incubadoras de Santa Rita e região.

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Vale da Eletrônica e região. Para o início do evento convidamos 3 caras que acompanham o desenvolvimento do vale de épocas diferentes. O Professor Mario Augusto, juntamente com o CTO da Exsto, José Domingos, e João Rubens, um dos organizadores de muitos eventos como Startup Weekend, Startup Z e o próprio Startupinga, fizeram um “Dedo de Prosa” fantástico, explicando as origens do Vale da Eletrônica, suas dificuldades iniciais, e deixaram claro uma das coisas mais importantes que são fomentadoras de um ecossistema empreendedor… a Colaboração.

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Não se constrói uma comunidade empreendedora sem o apoio e cooperação entre os próprios empreendedores, instituições de ensino e o poder público. Se quer saber um pouco mais sobre, assista em breve o vídeo do dedo de prosa que colocaremos na página do Startupinga e também este TEDx do Professor Fernando Fabre que pesquisou os maiores ecossistemas empreendedor do mundo. Depois de a galera se inspirar, os empreendedores puderam apresentar seus projetos em um pitch de 3 minutos para todos os participantes, incluindo investidores que vieram prestigiar o evento atrás de projetos inovadores para apostar. Mas o mais legal de tudo foi o pós pitch. Empreendedores, mentores, investidores, entusiastas, todos conversando e e trocando ideias regados a muita cerveja e pinga, um dos patrimônios históricos de Minas Gerais, que deu nome ao evento e fez a alegria da galera que secou dois galões.

Pode parecer que foi uma loucura colocar esse monte de gente diferente no Parada Obrigatória, melhor choperia da cidade com pinga liberada… E foi mesmo hahaha Entendi perfeitamente o livro do Steven Johnson “De onde vem as boas ideias” onde ele defende este tipo reunião. Saímos todos satisfeitos e bêbados.

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Tive até a oportunidade testar meu MVP do dispositivo de clonagem. Meu irmão Leo foi me representar na formatura de amigos que ocorreu simultaneamente ao nosso evento. Super validado.

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Como as atividades estão frenéticas na Maya, só pude durante a semana além do Startupinga, dar uma volta na praça do centro da cidade no sábado de tarde pra acompanhar os eventos que estavam rolando. Fiquei espantado com o clima super alegre e o sorriso das pessoas, cidade super feliz. Ver as crianças brincando com os robôs de lego enquanto seus pais aferiam a pressão arterial e faziam checkups de rotina, apresentação das escolas, vídeo game no coreto central.

Foi um fechamento perfeito.

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Para pensar: imagine o impacto das conexões realizadas nestes eventos na sociedade santa-ritense como um todo, e nas pessoas que vem de fora pra prestigiar, embasado na introdução que fiz!?

Esta semana está cheio de coisas legais: Open Music Festival, com um monte de músicos de Rock da cidade e região com composições próprias, Magical Minds, com uma turma da pesada discutindo assuntos super relevantes, Santa Roots Jam Session, que mistura músicos de estilos totalmente diferentes, um festival gastronômico… E vamos caminhando… Até a próxima!

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O festival Cidade Criativa, Cidade Feliz na visão de um empreendedor – Semana #2

por Marcos David – sócio fundador da startup Maya

Todos nós que estamos antenados com o que vem acontecendo no Brasil e no mundo sabemos que um clima tenso se instaura em nossa sociedade, sob a iminência de uma profunda crise econômica, política e um monte de outras coisas que entendo muito pouco e que não me arriscaria a falar. Porém há uma crise um pouco diferente que vem afetando todo o nosso Vale nos últimos tempos. E as consequências dessa ”crise” puderam ser vistas e sentidas por nós nessa segunda semana do festival Cidade Criativa, Cidade Feliz.

Uma crise na mente e coração! Essa é minha visão sobre tudo o que vi e senti de forma muito intensa nos últimos dias. Começamos a resgatar algo tão antigo quanto a humanidade, que é a cooperação. Se no Iluminismo percebemos a necessidade de uma nova maneira de pensar, embasados na razão e na ciência, colocando o ser humano no centro de tudo, hoje vejo que um novo iluminismo vem se iniciando. Só que colocando não o ser humano, e sim a humanidade, no sentido mais amplo da palavra, no centro. Porque tenho tanta certeza disso!? Em todas as atividades que venho acompanhando no CCCF, conheço pessoas novas que fazem parte da comunidade de Santa Rita (ou de fora), mas que sentem uma grande necessidade de ajudar e criar, em conjunto, experiências transformadoras para públicos diferentes colocando todo seu talento, tempo e amor para desenvolver algo que seja digno de ser lembrado. E falo isso tudo como introdução deste texto, por ainda estar em estado de choque. E quem esteve por aqui sabe bem do que estou falando.

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Poder curtir a família durante o final de semana é algo raro e valioso. E só quem está ou esteve no estágio inicial de uma empresa sabe do que estou falando. É como se recarregasse suas baterias com o carregador thunderbolt. Mal sabia eu que a carga seria insuficiente para a semana que estava começando.

Na segunda, fiquei sabendo da palestra do Daniel Bacchieri sobre empreendedorismo digital. O tema tinha tudo haver com a Maya e comigo também pois o projeto envolvia além de empreendedorismo, música, que é uma das minhas paixões.

Cheguei mais cedo no teatro do Inatel e consegui conversar com o Daniel e o Carlos Henrique Vilela, um dos organizadores do CCCF, antes da palestra começar. Me deram uma visão geral do projeto, mas não o suficiente pra tirar a minha curiosidade. No inicio da palestra achei interessante o modo como  Daniel se apresentou, dizendo apenas seu nome e já passando um vídeo fera com vários cantores consagrados, como Janis Joplin, B.B. King, e muitos outros, complementando o vídeo com uma informação que eu não tinha: todos eles começaram fazendo shows na rua. Isso mesmo, meu caro e paciente leitor. Imagine você passeando pelas ruas de Memphis, nos EUA, no final da década de 40, e dar de cara com o BB King mandando aquele solo assustador em troca de algumas moedas. Fiquem mais atentos quando estiverem na rua e virem um músico de rua. Não achem que ele está ali por não achar trabalho. A estratégia desses músicos de rua de testar seu repertório na rua antes de investir na gravação de álbum em estúdio, que diga-se de passagem, é muito caro. É algo que os empreendedores  deveriam ter copiado há muito tempo ao criarem seus produtos e serviços. Lá atrás, os músicos já faziam isso, mas só há poucos anos que Eric Ries lançou o livro The Lean Startup, divulgando a estratégia. Ou seja, mais vale ler a biografia dos grandes astros da música do que livros de empreendedorismo. Ninguém consegue demonstrar maior comportamento empreendedor do que esses caras.

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Essa ideia de fazer analogia entre música e empreendedorismo é fantástica. E para os que não conhecem sobre, assistam esse vídeo do David Grohl no SXSW, neste link: https://www.youtube.com/watch?v=Sty1AMKXsyw.

O StreetMusicMap, projeto do Daniel, me deixou espantado com as possibilidades e a forma como foi criado. Reforça ainda mais a analogia que defendi acima, entre a música e o empreendedorismo. Ele começou com um vídeo que fez de um musico de rua em uma das suas viagens e postou no seu instagram, recebendo ótimos feedbacks. Despretensiosamente, as suas postagens de músicos de rua foram intensificando e os comentários aumentando. Até o ponto de outras pessoas começarem a fazerem gravações de músicos de rua em todo mundo, informando a localização e os dados dos músicos, como nome e canal no Soundcloud. Absolutamente fantástico! Já foram mais de 800 músicos de 77 países, além de muita história pra contar da repercussão de cada um dos vídeos. Uma super aula de empreendedorismo do século 21. Onde o valor é gerado em cooperação.

O que o projeto vai virar eu não sei, mas ouso dizer que com o impacto que algo assim gera no mundo, logo logo poderemos ver o StreetMusicMap como uma unicorn nascida no Brasil. À proposito, o Daniel está participando de uma competição para ser palestrante do SxSW 2016. É só clicar no link http://panelpicker.sxsw.com/vote/46390, logar e votar. Pra finalizar a sessão “frita cuca” da palestra, a Banda Patronagens Band finalizou a noite com suas músicas, marcando o pré-lançamento do Vale Music Festival, e aliviando minha mente lotada de ideias sobre o projeto do Daniel.

A semana continuou pesada. E mais e mais early adopters da minha ideia do dispositivo de clonagem foram aparecendo, querendo se dividir em até 4 pra dar conta de tantas atividades. Alguém conhece algum investidor anjo?

Acabei perdendo o workshop de eletrônica básica para músicos, da startup Bertoloni Amplificadores. E a exibição e debate do documentário O Menino da Internet (The Internet’s Own Boy). Se alguém foi, por favor, compartilhe seus comentários.

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A semana seguiu. E o tão esperado final de semana chegou. Três meses planejando um evento de dois dias de duração, para crianças de 11 a 14 anos. O projeto nomeado de Startup Z foi ambicioso desde o início. Nem eu nem a galera da equipe tinha tido experiência com crianças tão jovens e estávamos muito preocupados. Com o apoio de várias instituições, criamos uma metodologia focada em proporcionar a estas crianças uma experiência de transformação de mentalidade através de imersão no mundo do empreendedorismo. Empoderá-las era a nossa missão. Ninguém melhor pra fazer isso do que a galera mais criativa de Santa Rita, com as instituições Sebrae, Inatel e Prefeitura Municipal, além empresas e outros apoiadores.

Unir o Colégio Municipal José Ribeiro de Carvalho com o Colégio particular CP1, com alunos de realidades muito distintas, fazia o projeto ficar ainda mais complexo. Pelo menos na nossa cabeça. No entanto, preocupações e achismos são coisas de adulto. O evento começou e foi suave. E a integração entre os alunos foi acontecendo gradativamente e de forma natural. Crianças super inovadoras com ideias profundas que, ao meu ver, traduziam a própria realidade em que vivem. Por ter trabalhado com inovação aberta e conhecer vários empreendedores, tenho e tive acesso a muitas ideias de alto nível, mas que não se comparam em profundidade com muitas das ideias que escutei por lá. Coisas como um teclado especial para idosos, tapete para limpeza das rodas das cadeiras dos cadeirantes, um selo que indica que uma empresa destina parte do faturamento com o produto para uma outra empresa que converte este pedacinho em doações. No total, foram 11 startups criadas e comandadas pela criançada, que tinha como apoio um time sensacional de mentores especialistas em negócios, design e desenvolvimento de softwares e aplicativos. Mistura super bacana, que deu certo e elevou o poder de execução das boas ideias que eles tiveram.

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No sábado a correria foi geral dentro e fora do campus do Inatel para as equipes conseguirem validar suas ideias. A timidez não teve vez. Perguntas e perguntas infinitas que faziam os mentores até cortar a conversa pra não atrasar. Quem tem criança em casa sabe que criança pensa que você é uma mistura Google Now com Yahoo respostas. Imagina quando incentivamos!?

Após prepararem seus protótipos, chegou a hora de um rodizio de pizzas pra recarregar as energias e também refinar as apresentações para a banca de jurados, formada por caras que entendem muito de negócios. Mas antes dos pitches finais, tivemos a visita de dois caras especiais: João Kepler e Davi Braga, pai e filho empreendedores. Eles vieram lá de Recife para dar duas palestras consecutivas, para inspirar e motivar tanto os pais, alunos e professores a pensarem diferente e agirem para transformar a realidade.

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Comentários a parte, o Davi deu show. E fez as meninas e os pais suspirarem na plateia. Logo após as palestras, entrou a garotada, que mostrou que a Geração Z está chegando com tudo. Muito impressionante a presença de palco e estabilidade que as equipes demonstraram ao falar no enorme teatro cheio de pessoas olhando. Já tive a experiência por algumas vezes e é assustador. Para eles foi muito natural.

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A disputa foi acirrada. Todos deveriam ser declarados vencedores devido a qualidade e a mudança que só eles e nós, que acompanhamos de perto, poderíamos avaliar com profundidade. Uma verdadeira disrupção de mente e de coração – em dois dias! Porém, seguindo a regra, somente três equipes foram contempladas na premiação. Com: um curso no inatel na área de tecnologia para a terceira colocada; e para as duas primeiras, uma super viagem para conhecer a sede do Facebook. O mais engraçado é que os participantes nos perguntavam assim: “Ué, mas o Facebook não é dentro do computador???” hahahah Coisas que cortam o coração de qualquer marmanjo como eu. Só tenho a agradecer pela oportunidade e à equipe sensacional com quem tenho sempre o prazer de trabalhar. O SZ terminou com a equipe toda em estado de êxtase, assim como as crianças. Porém, o sábado e o domingo não pararam, cheios de coisas legais.

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Por conta do SZ, não pude participar do Vale Music, o festival de jazz e Blues de Santa Rita do Sapucaí, já no seu terceiro ano. Segundo os amigos que foram e nos encontraram na choperia da Aninha depois dos eventos, foi sensacional. Foi uma mistura de bandas locais, nacionais, e até mesmo um trio do cara considerado o melhor baterista de Jazz do mundo no ano passado, além de food trucks e outras atrações. Teve também no sábado, o Inspira Marketing, que trouxe caras fantásticos para falar do tema. Depois de tudo ter acabado, o encontro do pessoal dos eventos no bar foi uma troca super bacana e enriquecedora. Um ótimo indicio da transformação profunda pela qual a cidade de Santa Rita está passando.

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E vamos caminhando. Nesta semana que se inicia tem várias coisas legais pra ver (vamos ver quais vou conseguir desta vez). E fiquem atentos à programação.

Para os empreendedores aconselho o Startupinga, meet-up que vai ocorrer na Chopperia Parada Obrigatória na sexta feira, 21/08, com a presença de investidores, empreendedores, mentores e entusiastas. O foco em fortalecer nosso ecossistema empreendedor. Confira mais informações neste link https://www.facebook.com/pages/Startupinga/782080208573040.

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Open Music – Festival de Rock Autoral

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10 bandas de Rock Autoral de Santa Rita do sapucaí e região.
Dia 24 de agosto, segunda-feira.
De 19h e 22h.

No Teatro Inatel.

Programação:

CasaMatta (Pouso Alegre)

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Lucas Julidori (Santa Rita do Sapucaí)

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King In The Belly (Santa Rita do Sapucaí)

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Guido Del’Duca (Santa Rita do Sapucaí)

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Patronagens Band (Santa Rita do Sapucaí)

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Alexandre Zamat (Pouso Alegre)

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CoqFou (Santa Rita do Sapucaí)

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Rivotrio (Santa Rita do Sapucaí / Pouso Alegre)

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Nando Braga (Pedralva)

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Badolak (Santa Rita do Sapucaí)

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O festival Cidade Criativa, Cidade Feliz na visão de um empreendedor – Semana #1

por Marcos David – sócio fundador da startup Maya.

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Agosto sempre foi um mês especial pra mim: dia dos pais, aniversário da mãe (muitas vezes no mesmo dia), final de férias e, como consequência, volta as aulas. Essa divertida rotina sempre se repete todos os anos, em especial, depois que saí de Barbacena pra estudar em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas. Porém, nos últimos 3 anos, a coisa mudou de figura: palestras e mais palestras, eventos gastronômicos, festival de música, peças de teatros, e uma infinidade de outras atividades culturais e intelectuais – exclusividade até então de um seleto grupo de capitais brasileiras e estrangeiras acontecendo aqui, na cidadezinha que eu escolhi pra morar e estudar.

Meu mês de agosto passou a ser ainda mais intenso com tantas atividades acontecendo. Sinto uma grande necessidade de criar um dispositivo de clonagem instantânea pra poder participar de todas as atividades que ficam disponíveis no Festival Cidade Criativa, Cidade Feliz. Dispositivo este que faria muito sucesso, pois a frase “queria ser dois” é a que mais escuto na cidade durante este mês.

No evento de pré-lançamento do festival, em maio, eu já fiquei super animado. Tive a oportunidade de assistir uma das melhores palestras que vi nos últimos tempos, com o Adriano Silva, do Projeto Draft, falando sobre economia criativa, assunto ao qual tenho dedicado boas horas de estudo. Me lembro de estar com meus 2 sócios, Edson e Paulo na palestra e de no final ao sairmos e entrarmos no carro de um deles, estávamos em estado de êxtase, olhando um pra cara do outro, como se disséssemos um para o outro que deveríamos seguir em frente com o projeto, pois não estávamos viajando tanto quanto pensávamos, pois os modelos de negócio e as tendências apresentadas pelo Adriano eram totalmente alinhadas com nosso proposito para a empresa que nesse momento ainda estava no papel.

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Já nessa última semana, em que a terceira edição realmente começou, eu tive um choque ao ver como o festival, que nos últimos dois anos me entreteve e abriu minha cabeça para várias coisas, tinha literalmente me aglutinado para dentro, onde agora estou envolvido em uma série de eventos e ações, me fazendo sentir ainda mais parte do ecossistema pelo qual tenho tanto apreço.

Ver a galera do grafite, incluindo um ex-colega da faculdade, transformar um prédio abandonado em uma obra de arte colaborativa a céu aberto, foi sensacional. Ainda mais pelo prédio ficar próximo da minha casa, e ser um local onde sempre estou tomando cerveja ou passeando com meu cachorro. Isso tudo em um super sabadão, ao meu ver, anunciando a semana que estava por vir.

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A semana, então, começou, e pra mim, nada normal. Os trabalhos na empresa começando a se intensificar e aquela velha sensação de construir o dispositivo de clonagem voltando à tona, logo que vejo na programação a palestra de Inovação no agronegócio, área que tenho muito interesse. Mas que vou ter que deixar para uma futura oportunidade, devido aos compromissos.

No dia seguinte, um encontro entre colegas estava anunciado: o Summit de Inovação para o qual tive a honra de ser convidado para falar de coisas que adoro, como empreendedorismo, inovação e tecnologia. O evento começou com uma fala do Rogério Abranches, que além de ser o gestor do núcleo de empreendedorismo do Inatel, onde minha startup está incubada, é um cara que admiro bastante. O colega Gabriel Reynard, criador da rede social Ela Ele, um cara com quem eu já havia trocado várias ideias pelos corredores do Inatel, abriu o bate-papo com uma apresentação muito legal sobre Growth Hacking. De lá, pude tirar várias ideias de como fazer o marketing da empresa sem gastar muito, com técnicas simples. E ainda fez uma coisa simples e super bacana que foi disponibilizar o link para download de sua apresentação http://bit.ly/Download-Summit-Inatel . Depois, o Vinicius Soares, gerente de produtos da Leucotron e professor do Inatel Business School, apresentou um tipo de desenvolvimento de produto muito legal, envolvendo serviços agregados. Abriu bastante a minha mente para as possibilidades de serviços web existentes que podemos usar para facilitar a vida de nossos clientes. Logo depois, foi minha vez, e apesar do nervosismo, correu tudo bem. Várias pessoas gostaram e vieram conversar no pós evento sobre as ideias que apresentei sobre modelos de negócios aplicáveis ao momento atual da economia. O evento finalizou com a Mariah Bernardes, que apresentou a trajetória da sua recém criada empresa que, desde sementinha, já faz sucesso, e a qual tive a oportunidade de estar na banca de jurados que aprovou o projeto dela para entrar na incubadora.

O auge da semana ainda estava por vir… Palestra com Murilo Gun, sobre criatividade. Fanzão do cara, eu não poderia perder. Até me inscrevi como voluntário para ajudar na recepção das quase 800 pessoas esperadas para a palestra. Não era pra menos. O cara vem se tornando um ícone no brasil e no mundo ao disseminar as ideias que ele tem sobre criatividade, inovação e educação. A palestra foi fantástica e no final eu e um dos meus sócios, Edson, ainda fomos tietar o cara com direito a pitch de 20 segundos da nossa startup. Saiu melhor que a encomenda…

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Estes foram os eventos que consegui acompanhar. Mas houve muita coisa, como um show contando a história da Bossa Nova, para mais de 600 crianças de escolas públicas, um seminário sobre Economia Criativa, peças de teatro, intervenções urbanas, e muitas outras coisas que não me recordo mais.

E vamos caminhando para a próxima semana, que começa com mais um super evento, com palestra do Daniel Bachieri, criador do streetmusicmap, que estou ansioso para conhecer. E também mais um dos evento que estou ajudando a organizar junto com meus amigos: o Startup Z, voltado para os jovens de 11 a 15 anos que querem transformar a realidade deles criando uma empresa. #empoderandojovens Este evento vai fechar a semana com a palestra sensacional do Davi Braga, um molequinho de 14 anos que já ganhou 100k com seu aplicativo List It. Vai ser fod* …

Até a próxima!